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Coluna do Leen: Na luta para informar nesta quarta

Editado por Carlos Leen, espaço traz notícias e bastidores da política, de terça a sexta.

26/01/2022 16h50 Atualizada há 4 meses
Por: Carlos Leen
0 líder do PDT Ciro Gomes precisa sair firme e forte desta disputa
0 líder do PDT Ciro Gomes precisa sair firme e forte desta disputa

Há um certo ar de especulação no que diz respeito às voltas as aulas. Muitos professores, estudantes e pais querem saber se o Estado irá determinar o passaporte vacinal para o retorno efetivo das atividades escolares.

Ocorre que estudos sobre a questão ainda estão sendo feitos, Há um prazo até o momento a volta a sala de aula e até lá, ainda haverá muita especulação para que  de fato tudo volte a normalidade. Os altos índices de contaminação oriundos da pandemia da Covid 19 só crescem por enquanto.  Confio que há muita boa vontade na questão no que diz respeito as nossas escolas. É aguardar.

E...

Um estudo divulgado pelo Instituto HC avalia que quatro em cada dez crianças e adolescentes avaliados em estudo do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo continuam sofrendo efeitos prolongados da Covid nas 12 semanas seguintes à infecção. A conclusão reforça a necessidade da vacinação desse grupo como medida preventiva e de acompanhamento dos infectados por um período maior. Ela se soma a um conjunto de evidências que tem demonstrado que, assim como os adultos, o público infanto juvenil também pode sofrer os efeitos da chamada Covid longa, entre os mais sérios miocardite (inflamação do músculo cardíaco) e diabetes.

Brandão

Analistas políticos dão como certo a ida do vice governador Carlos Brandão para o PSB.  O atual partido de Brandão, o PSDB, terá candidato a presidente, o que inviabiliza alianças nacionais mais próximas ao projeto do ex – presidente Lula, líder nas pesquisas.

 PSDB

E o PSDB como ficaria ? Não iria romper e muito provavelmente estaria junto deste campo político em um segundo turno.

Editorial: Sobre a candidatura de Ciro Gomes

O PDT confirmou a candidatura de Ciro à Presidência. Bom pro Brasil, bom pra democracia, bom pra política e para o campo progressista.

Ciro Gomes, dentre as candidaturas mais relevantes eleitoralmente, é o que existe de mais à esquerda até aqui. Está defendendo os direitos trabalhistas, afirmando que vai acabar com o teto de gastos e diz que vai taxar grandes fortunas e a especulação financeira, donde sairia a receita necessária pra não incorrer em déficit fiscal. Ao definir quem são seus adversários, de forma quase cirúrgica, isso lhe confere uma posição inequivocamente no quadrante da esquerda, uma consistente candidatura de centro esquerda, ou social democrata “clássica”. Para além disso, tem programado um conjunto de propostas para o desenvolvimento do país.

Ciro, até aqui, já é um vitorioso. Sua peregrinação coerente, bem articulada, já lhe garantiu ser porta voz de um projeto político, baseado em ideias claras, concorde-se ou não com elas. Em torno dessas ideias está vertebrando uma corrente política e uma coluna nacional de militantes, analógicos e virtuais, muito engajados. Estar no PDT, partido que carrega uma simbologia forte de nacionalismo, trabalhismo e progressismo, tem ajudado bastante. Além disso, não há um único ser vivente honesto que não admita que Ciro é o único que tem um programa com início, meio e fim. Sua capacidade retórica e intelectual é inquestionável.

Tudo iria muito bem pro Ciro, se a gente abstraísse da realidade a existência de Bolsonaro e Lula, ou seja, não estamos no vácuo. E a atmosfera política está tóxica, irrespirável. O país está semi destruído. O tecido político apodrecido, com uma milícia com viés fascista no poder central e capilarizados de forma militante por todo o país. E, crítica situação, esta base social de extrema direita tem um jogador na reserva, Moro, que, até aqui, tem mostrado desempenho nas pesquisas próximo de Ciro.

Esta atmosfera tóxica politicamente não nos permite apostar numa candidatura inequivocamente de esquerda, como é hoje a de Ciro. Não se derrota um movimento político e cultural desta extrema direita sem diálogo tático com outros quadrantes, da centro direita e até da direita republicana. E Lula está fazendo este movimento. Sempre fez? Sim, mas a nova conjuntura bateu à sua porta. Sorte? Talvez um pouco, mas Lula sempre fez por onde estar no lugar certo e na hora certa. O nome disso é competência política.

Para piorar a conjuntura pra Ciro, está entrando na disputa um outro candidato, invisível e quase irresistível, chamado voto útil. As pesquisas, a preço de hoje, apontam que Lula poderá ganhar no primeiro turno. E aí? Vamos deixar pra resolver esta bronca num segundo turno, com Lula x Bolsonaro, colocando o capetão numa condição de protagonismo por toda uma campanha, polarizando com Lula e carregando pra si todo o sentimento anti petista? Ou vamos vencer já no primeiro turno e dar uma demonstração de força do lado de cá e consequentemente fraqueza do lado de lá?

Vivemos uma realidade cheia de contradições. Difícil. A candidatura de Ciro é absolutamente necessária, por tudo que já foi dito, mas também para se ter uma corrente política à esquerda do lulismo no processo eleitoral, já que chegaram até aqui com esta opção política. O mundo não acaba após as eleições. Ao mesmo tempo, a candidatura de Lula é imprescindível, pois é a que tem capacidade de unir uma frente ampla contra a extrema direita.

Torço e vou trabalhar com meu partido, o PCdoB, pela vitória política e eleitoral de Lula. Mas torço também para que Ciro, o PDT e sua aguerrida militância saiam desta disputa inteiros, com a moral elevada, com sentimento de vitória política. O Brasil e a democracia precisam muito de todos.

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